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Paulo V.C. Costa > histórias
 
O amigo-companheiro Paulo Viriato
 
Meu padrinho em Rotary, ao convidar-me, disse-me o seguinte: "Chegará um dia em que todos os seus amigos serão seus companheiros de Rotary". Que sábias foram essas palavras. Acredito que muitos de vocês já se encontram nessa situação ou próximo dela: seus companheiros tornaram-se seus amigos!

Na sua vida particular e rotária o ser humano tem companheiros, amigos, companheiros-amigos, e os demais.

Acredito que o companheiro-amigo é coisa muito séria! Acho que se pode viver sem emprego, sem dinheiro, sem saúde e até sem amor mas sem amigos, nunca. Pois o amigo é capaz de suprir discretamente essas faltas, e o companheiro-amigo de aumentar esse suprimento de modo considerável.

A primeira lei da boa amizade creio que é ter poucos amigos. Muitos camaradas, companheiros, conhecidos cordiais, mas amigos, poucos. E, tendo poucos, poder e saber tratá-los. Jamais criar tempo de rivalidade entre os amigos: cada um há de ter sua área específica, a sua própria zona de influência. O que é importante, é que, em Rotary "os poucos" dessa lei podem se tomar "muitos".

Axioma absoluto em assunto de amizade: amigo é insubstituível! O que um lhe deu, jamais outro lhe poderá dar igual. Pode vir um amigo novo para preencher a área vazia deixada pelo amigo que se foi por qualquer motivo.

Mas só ocupará o espaço físico. E há vezes que nem isso é possível e o melhor será fechar aquele nicho do coração, dada a dificuldade de encontrar outro ser vivo que satisfaça ante nós as especialidades do ausente.
Ai de mim, bem o sei!

Respeite os seus amigos. Isso é essencial. Não procure influir neles, governá-los ou corrigi-los. Aceite-os como são. O lindo da amizade é saber que se é querido a despeito de todos os nossos defeitos. Amigo entende, aguenta, perdoa. "Amigo é para essas coisas" e por isso "esse tesouro deve ser guardado no fundo de nossos corações", como diz aquela cantiga tão bonita.

Se você não é capaz de ter amigos, você é um erro da natureza. E, se você for rotariano, as possibilidades de ter amigos são imensas.

Dizem que depois da morte, no outro mundo, as almas mantém sublimadas as amizades cá de baixo, naquela quintessência de excelências que só o céu pode dar.
Eu tive e ainda com certeza tenho um magnífico amigo-companheiro no meu estimado Paulo Viriato.

Que Deus o tenha em bom lugar.
 
José Alfredo Pretoni
 
 
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