Estamos no mês de abril, é outono e as folhas caem... caem para a substituição invernal, em a alegria primaveril!
Assim caiu um cidadão que soube exercitar a cidadania... embora 70 anos seja um tempo muito curto para esse exercício. Poucas são as pessoas que têm o condão de marcá-los tão bem.
Arquiteto que me honrou em ser meu veterano na Universidade Mackenzie, deixou marca indelével na orla do maior porto do Brasil, cidade pujante à época da exportação do "ouro negro", que mais tarde viria a ocupar também o primeiro lugar na participação integral do pais no Comércio Exterior. Fez da profissão uma "Arena".
Dotado do caráter de planejador incansável, participou de, tantos quanto pode, eventos rotários, demostrando que durante os 50 anos em que subiu todos os degraus da escala rotária, pôde também demonstrar sua aptidão para o servir. Fez do Rotary uma seara.
Dedicou grande parte de sua existência rotária a dar tratamento pessoal ao desenvolvimento de atividades e campanhas por todo o mundo, percurso cujas recordações acabou, há pouco tempo, de deixar gravadas para a posteridade, em um museu fincado em sua terra natal.
Ceifou-o o destino, da participação nas comemorações que se desenvolvem este mês na pátria mãe, de quem era um autêntico descendente; porém não deixou o destino de permitir-lhe desenvolver toda a sua diplomacia nas Nações Unidas (ONU), onde o Rotary é a única organização não dotada de soberania ali representada, desde a sua instituição na década de 40. A paz mundial sempre foi lema de ambas as organizações e, por isso mesmo, abraçada sem limitações pelo cidadão de quem falamos.
"Ao queridíssimo amigo Marcos Paulo ofereço esta obra que com todo o carinho preparei quando Presidente do Rotary International, em 1990-91".
A dedicatória com que fui honrado, representa bem o quanto é dar de si sem pensar em si, no exercício dos deveres da cidadania, que levados ao coração de cada um de nós, podem se transformar em agradáveis misteres. Assim ele deixou "Imagens do Rotary", editado em, no mínimo três línguas cada exemplar.
Dentre as imagens que ele sublimava, com sua consciência da estrutura do planeta, com sua sapiência sobre a escassez dos recursos naturais e com sua vivência sobre os insaciáveis desejos humanos, dentre elas cultuou a Terra, buscando incutir nas populações de 172 países e regiões geográficas pelos quais se pratica Rotary, a conscientização de que é fundamental que cada cidadão "Preserve o Planeta Terra". Esta campanha ele lançou pessoalmente em 150 desses países.
Tratando-me sempre carinhosamente por "meu caro colega"... Paulo Viriato Corrêa da Costa foi um cidadão que soube exercer a cidadania.
Ao som de suas próprias palavras...
vislumbrando um futuro de paz, onde o "Ideal de Servir seja uma autêntica realidade e não mera utopia", descanse... meu caro colega... meu prezado companheiro!
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